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36ª edição do INFORUSO, apresentada pela FINIT, aborda o tema Humano Digital

Os maiores especialistas do assunto colocaram Minas Gerais no centro do cenário tecnológico do país com a 36ª edição do INFORUSO, o mais importante e tradicional evento de tecnologia da informação, que aconteceu entre os dias 1 e 2 de outubro, no Palácio das Artes de Belo Horizonte. O tema principal foi Humano Digital.

 

A aplicabilidade da Inteligência Artificial foi discutida para vários setores do mercado, assim como seu impacto positivo sobre eles, partindo da análise do contexto brasileiro. 

O evento, que conta com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico – SEDE, por meio da Feira Internacional de Negócios, Inovação e Tecnologias (FINIT), e da Sucesu Minas, debateu também as relações humanas na Sociedade 5.0, com apresentações de conceituados especialistas da área, levando o estado de Minas Gerais a um posicionamento de fomento tecnológico no Brasil.

 

Mais uma vez, o INFORUSO é um convite para a análise do nosso ecossistema de tecnologia, levando em conta os desafios geográficos e econômicos. E, em 2019, contou com uma programação especial, repleta de conexões, projeções, possibilidades e oportunidades para o setor de Tecnologia da Informação (TI) e Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC).

36ª edição do INFORUSO – programação voltada para as relações humanas e o meio tecnológico

O cenário tecnológico do país e as relações humanas na Sociedade 5.0. Foi a partir desta trilha de conhecimento que temas como Inteligência Artificial, cibersegurança e Internet das Coisas (IoT) foram base para as palestras debatidas no evento. 

 

Dois dias de programação em que Governo, empresários, entidades de classe, estudantes e os principais nomes do setor debateram oportunidades do segmento e conexões para bons negócios.

 

Entre os convidados, destaque para a presença de três personalidades relevantes. Paulo Almeida, professor de liderança e gestão de pessoas da Fundação Dom Cabral, falou a respeito dos avanços tecnológicos da Inteligência Artificial (IA), inclusive dentro das organizações, depois de um período de estagnação.  

 

“A revolução da IA e do digital está aqui. Uma convergência de saltos tecnológicos, transformações sociais e necessidades econômicas genuínas superaram décadas de inércia. Estão levantando a IA de suas raízes acadêmicas e a impulsionando para a frente dos negócios e da indústria. A boa notícia é que os investidores veem o valor da aplicação dela, aprendizado de máquina e técnicas de aprendizado profundo, para resolver muitos dos desafios empresariais em múltiplas indústrias e setores da economia moderna.”

 

Almeida também ressaltou a falta de profissionais capacitados para ocupar esses cargos em ascensão no mercado. “No atual contexto social e organizacional, a guerra pelo talento aumentará e lançará novos desafios às organizações. A má notícia é que não há cientistas de dados suficientes. No momento, quase todas as soluções baseadas em inteligência artificial exigem ‘humanos no loop’. A crescente popularidade das soluções baseadas em IA está criando uma necessidade insaciável por pessoas com habilidades em ciência de dados, negócios, conhecimento e domínio especializado.”

O professor diz ainda que é necessário demonstrar os benefícios da inteligência artificial para a sociedade, inclusive com a criação de políticas para a população entender as possíveis perdas de emprego que ela pode trazer. “Tanto no mundo dos negócios quanto em nossas vidas pessoais, as interações sociais alimentadas pela IA tornaram-se onipresentes e extremamente convenientes. Mas à medida que descobrimos o imenso potencial da IA, é essencial saber onde isso agrega valor à sociedade. Um ritmo gradual de implantação da IA, ao longo de um período de três gerações, proporcionaria um período de adaptação adequado e ajudaria a sociedade a absorver o choque das possíveis perdas de emprego e a elaborar políticas de compensação e políticas demográficas. Esse é um desafio de futuro, e sua implementação precisa ser discutida urgentemente!”

 

O INFORUSO também contou com uma palestra do dr. Frederico Porto, que apresentou o tema: “O cérebro humano – da pré-história ao mundo digital”. E, para fechar, da fundadora e CEO da She’s Tech, Ciranda de Morais, que falou sobre como “Trabalhar por propósito: quem disse que é fazer o que se gosta?”.

Perspectivas sobre o Humano Digital

Os seminários projetaram diversas perspectivas sobre o Humano Digital, conceito que representa a nova forma de inserção da tecnologia no cotidiano das pessoas, nos mais amplos aspectos, revolucionando o comportamento e a interação em sociedade. Acompanhe um resumo dos principais assuntos:

 

  • No seminário sobre Inteligência Artificial, foi discutido como esta tecnologia influenciará na maneira como se vive, trabalha e aprende, além das habilidades necessárias para lidar com ela em um futuro não tão distante. Houve a reflexão da estratégia de usar IA na geração de novos negócios, visando o bem-estar das pessoas em suas soluções, conceito primordial da Sociedade 5.0, envolvendo Machine Learning e Deep Learning, aplicadas em áreas como Medicina (Medicina 4.0) e Educação, trazendo assim um novo mundo, orientado por dados;
  • No Startup City Summit Minas Gerais, governos e delegações debateram o futuro de ecossistemas tecnológicos, compartilhando insights e fóruns de boas práticas de políticas públicas, direcionadas às startups e indústrias;
  • No Seminário Cybertalking foi levantada a questão da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), destacando importantes regras desse regime, assim como a preparação para a conformidade que ele exige, por meio de ações efetivas para a materialização. Questões como direito do titular sobre acesso aos dados, gestão do ciclo de vida da finalidade (com a integração do TI para evitar riscos), gestão de privacidade de dados pessoais, banco de dados e a integridade das informações nas transações de um negócio foram mencionadas;
  • O Seminário Blockchain comentou a tecnologia que tem por base a criptometria bitcoin, utilizada em diversas situações, como transações digitais sem uso de intermediários, de forma rápida e segura. Para os modelos de negócios, foi citado a tokenização de ativos, aspectos de criptoeconomia e impactos na Economia 4.0, muito mais automatizada e tecnológica, com recursos de IoT;
  • A Internet das Coisas promete ser a próxima Revolução Industrial, pois impacta no aspecto comportamental da sociedade como um todo. Por este motivo, o seminário apresentou opções de cases e a utilização de tecnologia IoT no Brasil, aplicada a contextos como smart cities e aplicações industriais, além de ressaltar o potencial da tecnologia 5G, analisando também seus desafios. Este painel contou com a parceria do Inatel, o Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale;
  • Foi citado mais uma vez como tornar o Humano Digital realidade, usando como modelo o Vale da Eletrônica, localizado em Santa Rita do Sapucaí (MG), considerado o mais funcional e integrado ecossistema colaborativo de automatização por meio da tecnologia, conhecido pela alta qualidade dos produtos, modernos processos produtivos e mão de obra especializada.

Integração, oportunidades, cultura e inovação é o que promete o INFORUSO 2020

O presidente da Sucesu Minas, Harlen Duque, falou a respeito da 36° edição do INFORUSO, na qual deixou de ser um congresso “tradicional” e passou a ser um grande festival para profissionais de áreas e contextos diferentes.

“O INFORUSO de 2019 foi uma reinvenção. Saímos do modelo de um congresso tradicional, corporativo e mais voltado para o público de TI. Viramos um festival da nova economia digital. Atraímos jovens, estudantes, empreendedores, profissionais da área de RH, tecnologia, economia e marketing. O festival foi muito mais heterogêneo, pôde abraçar muito mais pessoas de diferentes idades e contextos socioeconômicos.”

Duque também comentou sobre as pautas discutidas durante as 20 horas de conteúdo proporcionados pela 36° edição do INFORUSO. Entre os temas levantados, o presidente da Sucesu Minas destacou: cybersecurity, Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), Internet das Coisas, 5G/6G, seminário de inteligência artificial, entre outros.

Para ele, o grande legado do festival foi conversar com diferentes públicos, falar sobre como conectar todas essas pessoas na tecnologia, tornando o ser humano o centro disso tudo, o verdadeiro empoderamento digital.

Sobre perspectivas para 2020, Harlen Duque afirmou que o evento será maior, com um viés cultural, para atender um novo tipo de público, com a possibilidade de música e arte para brindar o aniversário de 50 anos do Palácio das Artes.


Com um público de aproximadamente 1.700 pessoas participantes por dia, o evento contou mais uma vez com a participação ativa da Sucesu Minas, que fez parte da análise destas importantes questões, defendendo os interesses de seus associados, criando benefícios e realizando eventos de grande relevância para o mercado mineiro. 

Saiba mais sobre o INFORUSO 2019.

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