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Como as universidades estão se adequando a um mercado pós-revolução digital

Nas universidades, cursos como Ciência da Computação, obrigatoriamente, acompanham o movimento da Revolução Digital. Contudo, essa necessidade não é mais restritiva a eles.

A comunidade acadêmica tende a acompanhar a necessidade que a era digital e as novas gerações demandam. Nesse movimento, o perfil do ensino superior no País caminha para um novo formato.

O perfil da universidade brasileira

Com o advento da internet rápida, estável e acessível, a Inteligência Artificial (e até mesmo a Realidade Virtual), está cada vez mais presente no cotidiano. Aprender por meio dessas tecnologias tornou-se um processo dinâmico, ativo e natural.

A inspiração do modelo de ensino prussiano do século XVII, por exemplo, começa a ser desconstruído, justamente no intuito de provocar mais interação nas aulas, nas quais o professor torna-se uma espécie de mediador do conhecimento. E essa é apenas uma evidência que mudanças são parte inevitável dessa revolução digital e, consequentemente, na maneira de absorver a informação.

Segundo dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a OCDE, quase dois terços das crianças matriculadas no ensino fundamental hoje trabalharão em carreiras que ainda não existem na vida adulta.

Essa análise é um dos estopins que fazem as universidades repensarem alguns cursos e a forma de transmitir conteúdo, levando em conta a quebra de antigos paradigmas, tais como: Mudança nos velhos parâmetros de avaliação: em plena Era Digital, conclui-se que há incoerência em manter a estrutura de testes de quase 200 anos atrás, baseada em monólogo, provas, disposição das mesas, etc. A forma de avaliar condizente à atualidade é muito mais dinâmica, colaborativa e frequente;

  • Mudança de mentalidade: nesse momento, o aluno é o protagonista do seu saber. Os recursos tecnológicos potencializam a possibilidade de informação e compreensão, no qual o professor tem o importante papel de direcionar esses estudos, fazendo a conexão desses conteúdos à realidade, inclusive de um contexto de mercado profissional;
  • Novos profissionais: os mestres agora, tornam-se facilitadores do conhecimento e não seus detentores absolutos. Isso modifica a forma de atuação e pede o desenvolvimento de habilidades como colaboração e flexibilidade.

 O caminho para suprir o gap entre o mercado de trabalho e o que é estudado nas universidades é um desafio real e relevante, já que, de seu resultado, depende da movimentação da economia e mão de obra qualificada do País para as próximas décadas.

O que tem sido feito para acompanhar essas mudanças

Segundo Frederic Michael Litto, fundador da Escola do Futuro, da Universidade de São Paulo, a transformação no ensino superior está apenas começando, e os diplomas, com o passar dos anos, funcionarão como passaporte e precisarão ser renovados a cada período determinado, como acontece nas novas tecnologias.

Alguns cursos ministrados por meio da plataforma de Educação à Distância (EAD) já utilizam de recursos como jogos e sistemas de realidade aumentada, acessados via celular, e são exemplos dos primeiros passos nessa direção.

A educação online é um desafio disruptivo para as universidades em todo o mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, a medida que os estudantes remotos obtêm educação compatíveis com a presencial, o conceito de campus começa a ser repensado.

Porém, na prática, essas novas universidades precisam de adequações para serem efetivas.

  • Infraestrutura: um polo físico institucional como apoio para laboratórios, provas presenciais, diretoria, consultas, entre outras ações que requeiram presença;
  • Portal do aluno: esse meio garante a orientação do aluno sobre as matérias, sanar dúvidas do curso, pagamentos financeiros, resolução de problemas técnicos, etc;
  • Monitoria ativa: que pode ser via WEB, pré-agendada, segmentada, pessoal ou em grupo;
  • Coordenadores e tutores, presenciais e remotos:esses profissionais serão os condutores do conhecimento, seja via conferência ou pessoalmente, com destreza em recursos digitais;
  • Ferramentas digitais: as condutas dessa universidade terão de manter alinhamento com as práticas digitais, tais como criptografia, Lei Geral de Proteção de Dados, LGPD, assinaturas digitais e softwares de segurança, que resguardem alunos, instituição e processos de avaliação;
  • Validação ativa pelos órgãos de ensino:no caso, o MEC.

Carreiras ligadas ao mercado de finanças, fintechs, arquitetos da informação, designer de games, áreas relacionadas a blockchain, gestão de projetos em alta performance, TI e TIC são cursos que já exigem das instituições de ensino, se reinventarem constantemente. 

Aprendizado constante

De fato, a habilidade que será imprescindível para os próximos anos é a capacidade de aprender constantemente, fazendo parte ativa dessas mudanças, durante toda a vida profissional. E, com o surgimento de novas carreiras e o aumento da expectativa de vida, essa realidade só tende a intensificar.

Os cursos de extensão e aprimoramento nas áreas de tecnologia, com duração menor, preços mais acessíveis e em formato EAD, são tendências que ajudam nesse sentido.  

A Sucesu Minas fomenta discussões e análises dos diversos impactos da tecnologia em diversas frentes, e também no setor educacional, buscando assim, ampliar o conhecimento e networking de seus associados, com vantagens e descontos em cursos que contribuem a essa adequação à Era Digital. Confira as oportunidades!

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