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Governos globais e sociedade estão prontos para o impacto da IA nos empregos?

Aos poucos, os até então considerados mistérios da tecnologia são revelados para quem quiser saber, por meio da internet e de consultorias especializadas, tornando os impactos da Inteligência Artificial (IA) uma realidade, parte da vida de todos nós.

Neste contexto, especialistas evidenciam a necessidade de estabelecer princípios de ética e valores que orientem as empresas, detentoras dessas tecnologias, a tratar a IA com responsabilidade. 

A Partnership on AI e o The Future of Life Institute são exemplos de grupos envolvidos nesse sentido, no intuito de capacitar cientistas para atuar nas próximas décadas de forma responsável, tendo como parceiros a Google, Amazon, Apple, Facebook, Microsoft e IBM.

Com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) em vigor, a partir de agosto de 2020, o Brasil também começa a ter esta preocupação, prezando pelos dados, não só os que abrangem o âmbito digital, mas de todos os cidadãos, incluindo monitoramento, armazenagem e tempo que os detém (sujeito à autorização do titular).

Iniciativas globais em prol do humano digital

A fundação OpenAI é uma instituição sem fins lucrativos de pesquisa em inteligência artificial, que tem como objetivo promover e desenvolver IA amigável, o que representa tecnologia em benefício da humanidade. Tal prerrogativa vai ao encontro do conceito de Sociedade 5.0 e o humano digital.

A OpenAI reconhece que a ética precisa acompanhar o progresso tecnológico e ressalta a necessidade de parcerias e supervisão dos governos, indústrias e acadêmicos, garantindo que a sociedade esteja preparada para atividades em que as máquinas também participem do poder decisório e que este aprendizado seja fluido.

O mercado profissional e o futuro 

Não é de hoje que o mercado de trabalho evolui, no sentido de otimização e na reinvenção de mecanismos que promovam o aumento da produtividade.

Desde a primeira revolução industrial, no século XVIII, máquinas substituem o trabalho humano, assim como novas fábricas e postos de trabalho, em um movimento que está alinhado às necessidades das pessoas, pois não há dissociação quando essas mudanças impactam no comportamento de uma sociedade.

 No século XX, a internet e a era digital deram o pontapé inicial da atual revolução tecnológica, que cria novas atividades e transforma o mercado de trabalho, dia a dia. E a IA apenas acelera este processo.

Por exemplo, atualmente, existem aviões virtuais que possuem tecnologia capaz de detectar e resolver problemas, antes mesmo que eles aconteçam, com o intuito de garantir mais segurança. A dinâmica acontece da seguinte maneira: os engenheiros da Embraer decolam, fazem curvas e pousam e estas informações são registradas no simulador de voo, gravadas em computadores a bordo e analisadas por IA, em terra.

Com isso, consegue-se identificar um erro ao longo do tempo, que pode caminhar para um nível crítico, e consequentemente a recomendação de uma ação de manutenção para a companhia aérea.

Esse exemplo traz justamente a principal função da IA, que vai além de competir com o ser humano, mas cumprir uma tarefa em seu benefício – ir onde a vista (ou a capacidade física) não alcança.

 

Revolução das máquinas pede ao humano mais disposição ao aprendizado

Segundo o Ipea, em estudo publicado em 2019, 54% dos empregos atuais correm risco alto ou muito alto de serem ocupados por máquinas até o ano de 2046. Contudo, novas profissões estão sendo criadas e suprirão este gap, assim como acrescentarão novas competências às já existentes . 

A tecnologia, a mesma usada na indústria, muitas vezes é utilizada para atrair novos recursos humanos para fábricas, por meio de processos de seleção de novos candidatos, com clara assertividade no perfil.

Sendo assim, conclui-se que, se bem direcionada, a IA acrescenta muito ao ser humano, a partir de uma amplitude que nós, seres humanos, não podemos alcançar. Porém, a inteligência artificial não é criativa, idealizadora, portanto, não é o ser humano.

Logo, cabe a homens e mulheres adaptarem-se às novas tecnologias, com naturalidade, sem medos imaginários ou pautados em previsões sem base de estudos. Como a história comprova, a revolução das máquinas acompanha a evolução comportamental do ser humano e vice-versa.

 

A Sucesu Minas, compreendendo essa realidade, prepara seus associados para esta mudança, com informação e networking, ações necessárias para acompanhar este expresso tecnológico, sem se perder no meio do caminho.

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